sexta-feira, 31 de julho de 2009

Nem todo sol aquece. Nem toda comida é alpiste.

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Seu “Canjinho”, como é conhecido por todos, é o tipo bom de papo.
É motorista de uma kombi escolar e muito amado pelas crianças, o que já o credencia como uma boa pessoa.

Dono de uma memória privilegiada e chegado em estatísticas, sempre me surpreende com suas colocações.
Não confessa seu time nem sob tortura, embora todos saibam que é botafoguense.

-Isso só atrapalha.- afirma.
-Atrapalha por quê?- perguntei um dia.
-Cria relação, seu Zé, e ninguém esquece.
-Ah!- respondi, embora não entendesse bem.

Com o tempo entendi que tal opção estava relacionada a seus sonhos de juventude, tornar-se jogador profissional. Sonho no momento transferido para seu neto, que conforme ele, jogava bem e pretendia, contra sua vontade ir para o Matsubara.

-Matsubara! Que clube é esse?–perguntei sem fazer questão de esconder minha ignorância.
-Sociedade Esportiva Matsubara, no Paraná.
Intimamente, não pude deixar de concordar com seu Canjinho. Que futuro poderia ter um jovem em um clube tão pouco conhecido, me perguntei.

Seu Canjinho percebendo minhas mudas indagações, me explicou que os jovens hoje, pensam apenas no caminho mais fácil para sair do país.

-São como passarinhos- diz ele- em determinado período do ano migram em busca de calor e de alimento.

Sem me dar tempo de assimilar a analogia, emenda:
-Você sabia que no ano passado 1.176 jogadores saíram do país? E que este ano já foram 531 até a última publicação da CBF?

Não pude deixar de demonstrar espanto com os números, afinal esse era um ano de crise. Pelo menos, é o que diziam os entendidos no assunto.
Seu Canjinho, ignorando meu crescente espanto, seguiu despejando dados.

-Só para Portugal foram cinqüenta e dois atletas... Para o Japão trinta e tres, Alemanha trinta e quatro e para os Estados Unidos, vinte e um.

Embora cada vez mais surpreso com os números relatados, não podia deixar de pensar onde o Matsubara entrava na história.
Seu Canjinho então me perguntou:

-Você sabe quantos jogadores o Sãoo Paulo exportou este ano? E o Flamengo? Fluminense? Palmeiras?

Cada vez mais confuso, eu balançava a cabeça negativamente.
E ele, como se estivesse lendo uma planilha, foi falando:

-São Paulo dois, Flamengo cinco, Fluminense um, Palmeiras, três e Internacional seis. E o Matsubara? Sabe quantos jogadores o Matsubara vendeu esse ano?
E eu, que não conseguia parar de balançar negativamente a cabeça, apenas esbugalhei os olhos, mais ou menos prevendo o absurdo da resposta...

- Quinze! Quin-ze.- e complementou:
- Quinze este ano e oito no ano passado.
Bem, agora a opção do garoto começava a fazer sentido para mim, e fui obrigado a perguntar ao seu Canjinho, o motivo de sua insatisfação.

Ele então me explicou que estes números não significavam nada. Que havia muita diferença entre ser exportado por um clube de ponta ou por um clube não tão conhecido assim.
Para ele, deveria haver uma legislação mais voltada à proteção de jovens atletas.
Poucos são levados para uma vida realmente melhor. Os mais conhecidos, diz ele, têm seus contratos bem analisados, são orientados, ficam em contato com a mídia, vão muito mais protegidos. E ainda assim, conclui ele, muitos enfrentam sérios problemas quando querem voltar.

Mas, penso eu enquanto escuto, se o sonho é ir, voltar por quê?
Mais uma vez, como que lendo meus pensamento, seu Canjinho complementou:

- Seu Zé, já falei do número de jogadores que saem anualmente, mas o senhor sabe quantos voltam?- claro que eu não sabia.
Mas antes mesmo que eu respondesse, ele disse:

- Ano passado saíram 1176 jogadores e retornaram 659. Este ano, embora até o momento tenham saído 531, já retornaram 473.
Dito isso, olhou para seu relógio e viu que estava na hora de pegar as crianças.
E enquanto se despedia, percebendo meu olhar atônito, complementou:

- É seu Zé...Nem todo sol aquece. Nem toda comida é alpiste.

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31/07/2009

Parabéns a Família Marques pela chegada do bebê!




Parabéns também ao meu sobrinho azul Abilio que aniversaria hoje!
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quarta-feira, 29 de julho de 2009

POR ONDE ANDAM?

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Sempre gostei do astral desta pracinha.

Crianças, adolescentes e adultos de várias idades se alternando em seus recantos preferidos. Momentos de pura espontaneidade.
Balanço, escorregador, campinho de futebol, mesinhas para jogar xadrez, damas e o “meu” banco. Este, estrategicamente colocado no vértice da pracinha, me possibilitando desfrutar de todos os ângulos.
Ângulos estes que na minha ignorância física e óptica, costumo chamar de ângulo de repouso ou ângulo de reflexão, dependendo do que me sugerem.

Hoje, no campinho de futebol, uma discussão entre dois Betinhos me levou a refletir.

Betinho Júnior, e no Júnior estava o problema, não aceitava ser chamado assim. Alegava que “Júnior” remetia a um ídolo flamenguista, coisa que seu espírito são-paulino não podia admitir.
O outro Betinho, flamenguista e por ironia não Júnior, tentava convence-lo a aceitar que assim o chamassem. Seria complicado dois Betinhos em campo, alegava o flamenguista.

-Quando alguém gritar Betinho, como saberemos quem “tão” chamando?- insistia ele.
Já o outro, presumindo uma carreira de sucesso, rebatia:
-Mas não quero que a torcida grite Júnior para mim. Quero Betinho!!!

Enquanto as vozes aumentavam e o nível baixava, não pude deixar de refletir sobre quantos “Betinhos” nosso futebol teve.
Embora minha memória já me traia algumas vezes, acredito que não foram muitos, e se foram, não foram tão importantes assim.

Mas ali, dois “Betinhos”, preocupados em fazer sucesso, em jogar para a torcida e em manter um nome sem “pedigrée” algum, me faziam pensar onde andariam os grandes nomes como “Júnior”, “Pelezinho” e “Garrincha”, antigamente tão comuns nas peladas da pracinha e que gostavam mesmo era de fazer a bola andar...E não de blá, blá, blá.


































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quarta-feira, 8 de julho de 2009


SPORT CLUB RIO GRANDE
............."VOVÔ"



Foi no berço da civilização gaúcha, em meio a portugueses, espanhóis, alemães e italianos, que o esporte mais popular do Brasil deu seus primeiros chutes.

O alemão Johannes Christian Moritz Minnemann trouxe em sua bagagem a idéia de difundir na cidade a modalidade esportiva sensação na Europa: o futebol.

No dia 19 de Julho de 1900, junto a um grupo singular de senhores, composto por sobrenomes alemães, ingleses e portugueses, e com o apoio imprescindível de Arthur Lawson, Minnemann concretizou seu sonho, e fundou o Sport Club Rio Grande, o clube de futebol mais antigo do país.

Junto à euforia da novidade, toda uma estrutura foi montada, a fim de popularizar o esporte.

Os primeiros jogos aconteceram a partir do embate entre os próprios sócios, divididos em quadros, o Quadro B e o Quadro A.

A partir de infindáveis reuniões, foi-se aos poucos definindo as cores do clube (uma homenagem ao Rio Grande do Sul,estado que acolhia tantos estrangeiros), a captação de recursos, os jogos de exibição, entre outras decisões práticas.

Em 1911, erguia-se o primeiro Pavilhão, no Estádio das Oliveiras, palco dos belos jogos e de vitórias significativas. O Estádio foi construído com a colaboração dos sócios e com o apoio de toda a sociedade rio-grandina. O fogo que destruiu o Pavilhão em 1934 não destruiu o sonho. Pelo contrário, foi um impulso para a melhoria das condições físicas do clube. No mesmo local, um novo Pavilhão, agora de material, passou a abrigar os torcedores, que desde o início apoiavam e lotavam o Estádio para assistir as exibições do Tricolor rio-grandino.

Dentre as conquistas significativas, cabe ressaltar a Taça Centenário da Independência, conquistada em 1922, a conquista do Campeonato Gaúcho de 1936 e dos vice-campeonatos estaduais em 1941 e 1951, todos esses motivos de orgulho para o Sport Club Rio Grande.

Nesse mais de um século, o clube enfrentou todas as mazelas e glórias que se enfrenta numa caminhada longa. Criou ídolos, mudou conceitos, foi e é parte da vida de várias gerações de pessoas. O resgate e a manutenção dessa memória fazem parte do trabalho do Memorial. Nossa preocupação é manter vivo o espírito daqueles pioneiros que acreditaram num sonho e se dedicaram na construção de uma realidade que viria a tomar conta do país: o futebol.
Denise Veiga - Assessora de Imprensa S.C.Rio Grande

Curiosidades:
No Torneio Confraternização, em 1940, disputado entre os três times de Rio Grande, o Sport Club Rio Grande e o Sport Club São Paulo foram à final. Após vários jogos sem ser possível declarar o vencedor, decidiu-se serrar a taça ao meio, sendo cada metade enviada a um dos clubes da final.

................................................................... Taça Serrada
Jogador Antonio Isair Mattos Branco (Data de Nascimento: 14/07/1944):
" Quando disputei o torneio da morte, houve um jogo entre o Sport Club Rio Grande e o São José de Porto Alegre. Neste jogo foi marcado um pênalti pelo árbitro João Carlos Ferrari. Galego pegou a bola para fazer a cobrança. Cobrou...e o goleiro Joãozinho atacou. Com a felicidade no momento da defesa do goleiro, o jogador Baiano do São José abraçou o goleiro e retirou a bola de suas mãos, erguendo e mostrando para a torcida como se estivesse levantando um troféu, porém o árbitro da partida por considerar que o jogo ainda estava em andamento marcou novamente o pênalti, pois o jogador pegou a bola com as mãos. Logo após, na segunda cobrança Galego reverteu em gol, terminando o jogo com a vitória do tricolor pelo placar de 1 a 0."

" Em um amistoso entre Rio Grande e Pelotas no Estádio das Oliveiras em 1964, aos 20 minutos do 1º tempo,o centroavante Itajuba chutou a bola por cima da trave. Porém com o embalo de seu corpo, continuou a correr e empoleirou-se na trave que quebrou na hora, terminando com a partida uma vez que não haviam recursos para arrumar a goleira."
Jornal Folha Esportiva entrevista o jogador Schmitt em 19/07/1968:
Lembrou o seu Schmitt que no seu tempo a bola para jogo ainda era a rudimentar bola com tento. E todos, então, temiam tocá-la com a cabeça. O medo – justo, alias, - era do tento...
Aquela protuberância, que era uma enfiada de couro cru, evidentemente que, tocando na cabeça, devia doer um bocado. Mas o ‘’seu Schmitt’’ punha a sua gorrinha de lã e não rejeitava ocasião de cabecear a bola. Chegava até a defender a bola de cabeça coisa que todo mundo tinha medo de fazer. Agora, o segredo desta "coragem" do velho Oscar Frederico Schmitt, que ele mesmo revelou: um bom chumaço de algodão por dentro da gorrinha...
Outra passagem interessante por ‘’seu’’ Schmitt foi a de inglês, radicado em Rio grande, que depois de levar um drible pelo meio das pernas, aplicado pelo próprio ‘’seu’’ Schmitt, ao final do jogo foi para casa e lá queimou o seu fardamento abandonado de vez o futebol. Drible tomado pelo meio das pernas era a coisa mais vergonhosa e vexatória que se podia imaginar. E como cada jogador era dono de seu fardamento, pois era quem o pagava e quem dele cuidava, o inglês teve essa ‘’saida’’: Queimou o fardamento, e fim!...

Fotos Antigas:
Foto da partida entre o Sport Club Rio Grande e o Sport Club Internacional, pela final do Campeonato Estadual de 1936. Jogador do Internacional no ar com a bola.Placar: Sport Club Rio Grande 3 x 2 Sport Club Internacional.


Foto do descerramento da placa comemorativa à passagem do Botafogo Foot Ball Club, campeão carioca de 1930.A placa se localizava no Pavilhão Lino Neves, inaugurado em 18 de julho de 1948.


Foto das equipes do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e do Sport Club Rio Grande, em companhia do jornalista Arquimedes Fortini e do árbitro Mister Burrick, confraternizando antes do início do sensacional embate em 1950.Sport Club Rio Grande: Ettore, Carruíra e Getúlio, Hélio, Ribeiro e Vergara, Ramão, Adão, Vilmar (Geada), Villalba e Tipio.Grêmio: Sérgio, Clarel e Johni, Hugo, Verardi (Sarará) e Heitor (Danton), Apis, Clori, Balejo, Gito e Geada (Sano). Observem a roupa do árbitro!


Novo Uniforme:



Projeto arquitetônico do Sport Club Rio Grande:

.......................................................Projeto do Arquiteto Vicente Marsiglia Filho.

Atletas Riograndinos que passaram pelo clube:
Fruto, atleta símbolo do clube
Scala e Neca, ambos integrantes da Seleção Brasileira
Alcindo Martha de Freitas O Alcindo - Ex Grêmio/POA - Seleção Brasileira / 66.
Toquinho, oriundo das categorias inferiores, brilhou no futebol paulista, Portuguesa de Desportos.

Personalidades Riograndinas ligadas ao clube:
Renato Marsiglia, ex-árbitro brasileiro da FIFA. Adepto e associado do Clube e
Jaime Copstein - Jornalista da Rádio Gaúcha / POA

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domingo, 5 de julho de 2009

OPINIÃO DE JORNALISTA:


O texto abaixo foi publicado na coluna do jornalista Erich Beting, no site Universidade do Futebol, em abril deste ano:


"A força do microfone "
Decisões estaduais mostram a força da mídia no cotidiano do esporte; e ressalta o que há de pior nos veículos

Qual o poder de influência da mídia no dia-a-dia do esporte? Talvez a melhor resposta para essa pergunta seja a análise da cobertura da imprensa nos finais de semana após as decisões de títulos e vaga nas finais dos campeonatos estaduais pelo Brasil.

Começamos com a polêmica Leco-Ronaldo em São Paulo. Passamos pelo duelo verbal entre Palmeiras e Sport nas “decisões” da Copa Libertadores. E encerramos nas provocações baratas entre Cuca e a torcida do Botafogo no Rio de Janeiro.

O fato é que a mídia é a principal causadora de tanta polêmica. Em busca da “notícia”, muitas vezes um veículo exagera na dose e cria uma animosidade inexistente. Foi assim, por exemplo, quando deu-se grande cartaz para os 10% a que o Corinthians teria direito como visitante do primeiro jogo contra o São Paulo no ano.

A repercussão imediata da imprensa gerou um clima que, após a classificação alvinegra do último domingo, chega a beirar o insuportável. Porque a mídia inteira foi saber de Ronaldo o que o motivou tanto na decisão. E depois foi rebater com Leco, o dirigente são-paulino, a resposta atravessada na garganta do Fenômeno.

No caso de Palmeiras e Sport, a mesma história. Se não há conflito dentro de campo, vamos tratar de inventá-lo fora dele. Será que tudo correu bem na recepção ao Palmeiras? E o Sport, foi bem tratado no jogo em São Paulo? Sem novidades? Ok, então agora vamos nos preocupar em descobrir porque o Sport vence em Pernambuco e o Palmeiras patina em São Paulo...

O fato é que o microfone é gerador constante de polêmica. E o jornalista não consegue entender que, a cada vez que ele alimenta essa discussão, cria um clima beligerante para alguns duelos que acontecem sistematicamente no futebol.
São Paulo e Corinthians voltarão a se enfrentar. Como a imprensa vai se comportar às vésperas da partida? Qual o clima que ela vai criar para os atletas, dirigentes e torcedores que lá estarão?
Palmeiras e Sport têm, pelo menos, mais dois duelos agendados pelo Campeonato Brasileiro. Da mesma forma, Botafogo e Flamengo decidem nos próximos finais de semana o título estadual e posteriormente medirão forças no Nacional.

E, ao que tudo indica, a imprensa continuará a alimentar a discórdia. Para depois apontar o dedo atrás de culpados pela selvageria que se torna uma partida de futebol... O bom senso deveria ser matéria obrigatória nas faculdades de jornalismo e, mais do que isso, dentro das redações, ávidas por audiência e/ou vendas.
*Erich Beting é jornalista formado pela PUC-SP e especializado em Gestão do Esporte pelo Instituto Trevisan (SP). Começou a carreira como jornalista em maio de 2000, na editoria de Esporte da Folha de S.Paulo. Em abril de 2001 foi contratado para ser repórter especial do diário Lance!. Lá, realizou ainda as funções de colunista e de editor do site Esporte Bizz. Em abril de 2004 foi contratado para o núcleo de esporte da AllComm Partners Comunicação Estratégica, empresa de assessoria de comunicação e marketing.Em abril de 2005 criou a Máquina do Esporte, site voltado para a cobertura dos negócios do esporte, no qual exerce a função de editor executivo. É professor especialista do curso de pós-graduação em Administração e Marketing Esportivo da Universidade Gama Filho e, ainda, consultor da Universidade do Futebol.
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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pediu, levou!




24.06.2009:
Arbitragem da final da Copa do Brasil preocupa Mano Menezes
por ESPN.com.br com AE


Não é só dentro de campo que o Corinthians precisa se preparar para bater o Internacional na final da Copa do Brasil, dia 1º de julho, no Beira-Rio. Segundo o técnico Mano Menezes, há também o trabalho fora das quatro linhas, tão importante quanto. O treinador cobrou discretamente nesta quarta-feira que a diretoria corintiana atue nos bastidores para que o árbitro escolhido seja do agrado.

"Sabemos que sofreremos pressão de torcida, que o campo é do adversário", alertou o técnico do Corinthians. "Tudo isso será contra e é válido, é da competição. Só temos que nos preocupar com outros fatores extra-campo e sei que a diretoria está atenta", disse.

Para entender a cobrança de Mano Menezes é preciso voltar a 11 de junho de 2008. Na partida em que o Corinthians perdeu a Copa do Brasil para o Sport, por 2 a 0, no Recife, o árbitro mineiro Alício Pena Júnior foi muito criticado pelos corintianos. A reclamação: um pênalti não marcado em Acosta, a poucos minutos do final.

"Não podemos deixar acontecer o que aconteceu com o Alício no ano passado. Ele tinha trabalhado em três jogos seguidos do Sport e foi para o quarto", lembrou Mano Menezes nesta quarta-feira.



25.06.2009:
Dossiê sobre a arbitragem

Fernando Carvalho aproveitou a entrevista ao vivo em zerohora.com e no clicEsportes, na tarde desta quinta-feira, para fazer um anúncio. Questionado sobre a informação de que Mano Menezes estaria preocupado com a arbitragem no jogo da próxima quarta, disse que não ia se pronunciar sobre o assunto por enquanto. Só o fará a partir de segunda-feira, quando dará uma entrevista coletiva no início da tarde. Ele garantiu que vai levar um farto material para discutir o assunto, com direito a imagens. — Vou falar e vou falar bastante. Vai ser um dossiê das "coincidências", digamos assim — disse.
(http://mulhercolorada.blogspot.com/2009/06/dossie-sobre-arbitragem.html)


Ronaldo:

"É politicagem. Cartola que quer aparecer. O futebol é jogado e é lindo e emocionante também por causa dos erros do árbitros. Imagina se tudo fosse automático, seria monótono."






Árbitro sorteado para o primeiro confronto:
Héber Roberto Lopes
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA)
Árbitro sorteado para o segundo confronto:
Ricardo Marques Ribeiro
Auxiliares: Roberto Braatz (PR) e Alessandro Álvaro Rocha de Matos (BA)
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quinta-feira, 25 de junho de 2009

VALE TUDO ?


- Eu sou técnico! Você é interino. Seu técnico é o Muricy, me deixa falar com o árbitro! Você está alterado, amigo! – esbravejou Mano Menezes.

- O que você ganhou? Eu sou campeão do mundo e tricampeão brasileiro! Você me respeite. Sou interino e você ganhou o quê? –
respondeu Milton Cruz

Assim, que voltaram dos vestiários, os comandantes continuaram com seus discursos nada amigáveis.

- Eu não minto, né? Ele é interino. Mas não foi para ofender. Já passou – ironizou Mano.

- Sou funcionário do clube há 15 anos e não tenho suspeita de p... nenhuma – afirmou Milton Cruz referindo-se à ligação do treinador do Timão com o empresário Carlos Leite, que gerencia a carreira dele e de outros jogadores do clube
Estou reclamando porque toda hora ele (Mano) quer ganhar no grito
.(21.06.2009)
(
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/Brasileirao/Serie_A/
Para quem acompanha a carreira do técnico Mano Menezes, este acontecimento não causa nenhuma surpresa.
Surpresa causa ler tantos elogios a ele.

Em 2008, durante o jogo Guaratinguetá e Corinthians, Mano Menezes chamou Carlinhos, do Guaratinguetá, de “assassino”.
Por ser natural de Santa Cruz do Sul (RS) e residir no estado à época, tinha conhecimento de um acidente que Carlinhos envolveu-se em 1996, quando atuava no Juventude. Na ocasião, o zagueiro Carlinhos atropelou uma pessoa que faleceu.
Inicialmente Mano negou que tivesse usado a palavra assassino, mas sua provocação foi flagrada por microfones de rádio e ele acabou admtindo:
“Falei no calor da partida e se o Carlinhos quiser tomar providências, que tome.”

Carlinhos mostrou-se decepecionado:
“Lamentável que um treinador deste porte perca a cabeça deste jeito. Tive um acidente em Caxias, como qualquer pessoa poderia ter. Não houve qualquer culpa minha, estava consciente e isto faz parte do passado.”

No Paulistão deste ano, foi a vez de Edno da Portuguesa:

"Ele já foi mais humilde quando treinava times do interior", reclamou Edno. "Fui falar com ele, no calor do jogo, e ouvi que o meu técnico era o Mário Sérgio. Só dizia que o meu técnico era o Mário. Depois, tentei pedir desculpas no intervalo, mas o Mano não aceitou. Ele me deu um tapa no rosto", desabafou Edno.

Mano negou a agressão e declarou que há pessoas que "gostam de se fazer de vítimas".

"O futebol é muito mais do que isso. O Edno quis me pedir desculpas, mas preferi não conversar com ele porque não gosto de falar no intervalo. Nem entrevistas dou nessa hora", declarou.
(
http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/02/07/edno+reclama+de+tapa+de+mano+menezes+ele+ja+foi+mais+humilde+3919086.html)

Nas duas ocasiões Mano tripudiou em cima de pessoas humildes, diferentes de Milton Cruz que não deixou barato.

Além de lembrar ao técnico que ele não tem nenhum título de expressão que justifique tanta arrogância, fez ainda alusão a suspeitas levantadas por alguns sobre uma suposta “parceria” do técnico com seu empresário Carlos Leite, que influenciaria na contratação e escalação de jogadores do Corinthians.
Em setembro do ano passado, Mano defendeu-se das acusações alegando que seu nome estava sendo usado "indevidamente" pela imprensa:

"Desde janeiro eu sei que o Corinthians precisa ser notícia. E como o time está num bom momento é preciso achar outras coisas para encher páginas de jornal e espaço nas tevês e no rádio. Escalo Felipe, Alessandro, Chicão, William, André Santos, Fabinho, Elias, Douglas, Dentinho, Herrera e todos têm seus agentes. E daí? Eu não escalo o time de acordo com o agente, Sobre a parte administrativa, é a direção do clube que tem de responder. Cuido da escalação."
http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,mano-menezes-rebate-insinuacoes-sobre-seu-empresario,244963,0.htm

No entanto este ano a coisa voltou a esquentar com a saída de Herrera e a contratação de Souza, que coincidentemente tem como empresário Carlos Leite, por supostos R$ 175 mil mensais.
http://blogdopaulinho.wordpress.com/2009/02/26/mano-menezes-vetou-herrera-no-corinthians/

Ironia, mais que competência, é a marca registrada de Mano. Nada o abala e ele segue soltando suas farpas sem poupar ninguém.


Ironizou a escolha de Silas como melhor técnico da Série B:
“Abrimos tanta vantagem que acho que não gostaram muito. Nos distanciamos tanto que o melhor técnico foi outro. Na próxima vez que eu jogar a Série B quero um campeonato mais parelho...”

Ironizou Muricy que disse que São Paulo e Palmeiras se classificariam para a final do Paulista:
"Não gosto de fazer previsões. Quem fez a última previsão mais veemente foi o meu amigo Muricy, mas a bola de cristal dele falhou ontem e quebrou hoje", ironizou sorrindo, depois de derrotar o São Paulo
Muricy, sem sorrir, respondeu:
"É assim mesmo. Quando se ganha, você pode deitar e rolar e menosprezar as pessoas. Costumo respeitar o outro lado, mas tudo bem. Parabéns ao Mano, que pode deitar e rolar porque ganhou".

Ironizou Ney Franco que disse ter informações que o Corinthians jogaria com o time titular:
“Mano Menezes deu uma gargalhada quando lembrou de uma declaração de Ney Franco, comandante do Botafogo. O técnico do Corinthians adiantou que pouparia jogadores contra a equipe carioca neste domingo, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, mas Ney duvidou.
Mano: "Soube que o informante do Ney Franco disse que jogaríamos com os titulares. O informante dele é bom, mesmo. Nem eu sei o que farei ainda, e ele já sabe".

E não é que o Corinthians entrou com o time titular, completo?
Fornecer informações errôneas sobre a escalação do time, para ele tornou-se prática usual.
Para vencer vale tudo.
Sob o título de “O mundo é de quem faz” publicado em 18/05/2009, Mauricio Stycer, fala sobre o descontentamento da imprensa com as constantes mentiras do técnico, fato registrado também pela “Folha de S.Paulo”
(
http://colunistas.ig.com.br/mauriciostycer/)


Hoje, li a seguinte declaração dele no globoesporte:
“ Sei que o futebol não foi feito para bonzinhos. Às vezes, você precisa ser mais forte. Precisa se colocar diante do seu oponente. Naquela hora, no campo, é você contra ele. É importante ter postura.”

E o fechamento da matéria que alerta:

Que ninguém se surpreenda se, na próxima quarta-feira, na decisão da Copa do Brasil, contra o Internacional, novos 'incidentes' acontecerem. Mano estará atento a tudo e a todos no estádio Beira-Rio.(24.06.2009)
(
http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Corinthians/0,,MUL1206279-9862,00.html)

E eu após ler tudo isso, estou quase perdendo os sentidos... Principalmente os sentidos conotativo e denotativo da palavra POSTURA.
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domingo, 21 de junho de 2009

ARBITRAGREM
PARTE I


Estou devendo este post há tempos.
O assunto é complexo e digno de várias abordagens, motivo pelo qual resolvi dividi-lo em pontos que pretendo colocar para análise junto a vocês.

Sempre que falo em arbitragem, recebo várias críticas exaltando as limitações humanas e outras coisas do gênero.

Está certo, este também é um fator.
Mas precisamos reconhecer que os problemas de arbitragem passam por vários caminhos, infelizmente desembocando todos no mesmo ponto, o fraco desempenho.
Muitas discussões são travadas em relação ao assunto,sempre com a promessa de melhoras, mas a impressão que se tem é que a cada ano fica pior.
A diferença de critérios entre árbitros, árbitros e auxiliares e até mesmo a diferença de critérios usada por um árbitro em uma mesma partida, causa em todos nós cada vez mais indignação e perplexidade.
Penso que nos furtarmos de analisar todos estes caminhos, é simplificar os fatos.
Profissionalização, limitação humana, pressão, incompetência e corrupção, são pontos importantes e dignos de debate.
Começaremos então, analisando a importância da regulamentação da profissão, e até que ponto ela interfere no rendimento da arbitragem.

Em sintonia com as freqüentes reclamações, em 2 de abril deste ano, a Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados debateu em audiência pública o Sistema de Arbitragem no Futebol Brasileiro. A proposta foi encaminhada pelo deputado Edinho Bez do(PMDB-SC). A audiência, conduzida pelo deputado Eugênio Rabelo (PP-Ceará), contou com a participação do secretário executivo do Clube dos 13 Dagoberto dos Santos, o presidente da Associação Nacional de Árbitros de Futebol, Jorge Paulo de Oliveira Gomes, o procurador geral do STJD Paulo Marcos Schmitt, e o vice-presidente da CBF Weber Magalhães. Uma da principais propostas debatida na audiência, foi a necessidade de criar e regulamentar a profissão de árbitro de futebol e remuneração digna. Na opinião do deputado Edinho, o árbitro deve se dedicar a profissão em tempo integral para que possam acompanhar as exigências do mercado. Ficou ainda definido que a CTD em conjunto com a CBF, ANAF e STJD iriam organizar um relatório com o propósito de fixar as idéias abordadas para dar continuidade ao debate com a efetivação de ações.
O site do CartãoVermelho (http://www.cartaovermelho.esp.br/), fornece os seguintes dados, relativos a 2008 (não consegui saber se foram alterados em 2009):

Taxas de Arbitragem por cada jogo do Campeonato Brasileiro (2008)
Série A:
. Árbitro "FIFA" - R$ 2.800,00
. Árbitro "ASPIRANTE FIFA" - R$ 2.000,00
. Árbitro "ESPECIAL" - R$ 1.900,00
. Árbitro "BÁSICO" - R$ 1.700,00
. Árbitro Assistente "FIFA" - R$ 1.400,00
. Árbitro Assistente "BÁSICO" - R$ 950,00
. Árbitro Reserva - R$ 300,00
. Observador - R$ 300,00
. Diária - R$150,00
Série B:
. Árbitro "FIFA" - R$ 2.700,00
. Árbitro "ASPIRANTE FIFA" - R$ 1.600,00
. Árbitro "ESPECIAL" - R$ 1.500,00
. Árbitro "BÁSICO" - R$ 1.400,00
. Árbitro Assistente "FIFA" - R$ 1.300,00
. Árbitro Assistente "BÁSICO" - R$ 700,00
. Árbitro Reserva - R$ 300,00
. Observador - R$ 300,00
. Diária - R$150,00
Série C:
. Árbitro "FIFA" - R$ 2.700,00
. Árbitro "ASPIRANTE FIFA" - R$ 1.000,00
. Árbitro "ESPECIAL" - R$ 800,00
. Árbitro "BÁSICO" - R$ 600,00
. Árbitro Assistente "FIFA" - R$ 1.300,00
. Árbitro Assistente "BÁSICO" - R$ 300,00
. Árbitro Reserva - R$ 150,00
. Observador - R$ 150,00
. Diária - R$150,00
Taxas de Arbitragem por cada jogo da Copa do Brasil (2008)
. Árbitro "FIFA" - R$ 2.700,00
. Árbitro "CBF" - R$ 1.000,00
. Árbitro Assistente "FIFA" - R$ 1.800,00
. Árbitro Assistente "CBF" - R$ 600,00
. Árbitro Reserva - R$ 300,00
. Diária - R$150,00

.Quando atuar dentro do seu Estado, mas fora da sua cidade, cada árbitro recebe ainda uma diária.
. Já quando atuar fora do seu Estado, o árbitro recebe 2 diárias somadas à taxa.
. As despesas com deslocamento devem ser reembolsadas junto com a taxa de arbitragem.
. Desses valores são descontados:- 15% ou 27,5% para IRPF (vide receita federal)- 11% para o INSS (vide contribuição pessoal máxima mensal)- 5% da taxa dos árbitros ficam retidas na fonte. Deste valor 60% vai para a ANAF e 40% para o sindicato local de onde ocorre a partida.

Para os brasileiros do futebol de campo a Fifa destina 20 vagas para homens e 8 para mulheres.

E esta é a relação dos nossos árbitros e assistentes internacionais divulgada pela Fifa para 2009:
Árbitros Internacionais :

• Carlos Eugênio Simon (RS) - 03.set.1965 - Admitido em 1997
• Evandro Rogério Roman (PR) - 03.mar.1973 - Admitido em 2008
• Héber Roberto Lopes (PR) - 13.jul.1972 - Admitido em 2002
• Leandro Pedro Vuaden (RS) - 29.jun.1975 - Admitido em 2009
• Leonardo Gaciba da Silva (RS) - 26.jun.1971 - Admitido em 2005
• Marcelo de Lima Henrique (RJ) - 26.ago.1971 - Admitido em 2008
• Paulo César de Oliveira (SP) - 16.dez.1973 - Admitido em 1999
• Ricardo Marques Ribeiro (MG) - 18.jun.1979 - Admitido em 2009
• Sálvio Spínola Fagundes Filho (SP) - 14.set.1968 - Admitido em 2005
• Wilson Luiz Seneme (SP) - 28.set.1970 - Readmitido em 2009
Árbitros Assistentes Internacionais :
• Alessandro Álvaro Rocha Matos (BA) - 10.fev.1976 - Admitido em 2001
• Altemir Hausmann (RS) - 5.dez.1968 - Admitido em 2004
• Carlos Berkenbrock (SC) - 13.mai.1972 - Admitido em 2009
• Dibert Pedrosa Moisés (RJ) - 03.jun.1971 - Admitido em 2008
• Ednilson Corona (SP) - 04.fev.1965 - Admitido em 1997
• Emerson Augusto de Carvalho (SP) - 24.jun.1972 - Admitido em 2008
• Erich Bartolomeu Bandeira (PE) - 21.mai.1966 -
• Hilton Moutinho Rodrigues (RJ) - 30.dez.1968 - Admitido em 1998
• Márcio Eustáquio Santiago (MG) - 07.mar.1972 - Admitido em 2009
• Roberto Braatz (PR) - 03.out.1967 - Admitido em 2005

O futebol hoje é muito mais que um esporte, é um grande negócio. Mexe com incontáveis euros.
A cada partida de futebol muito mais do que três pontos na tabela estão em jogo. Coisas além da minha ou a sua frustração.
Há um mundo paralelo, que habita a área do real (no duplo sentido) e que foge a área do emocional onde nós, simples torcedores, habitamos.
Fora do campo há uma grande e poderosa indústria que se alimenta dos resultados lá dentro obtidos.
Já dentro do campo, na maioria dos casos, alguém que trabalha oito horas por dia em outra profissão, e uma ou duas vezes por semana, faz um “bico” atuando em jogos que muitas vezes decidem um título.

Então é importante questionar:
No mundo real, onde o resultado de cada partida define o rumo destes incontáveis euros, é concebível que justamente aquele que não exerce uma atividade profissionalizada, tenha o poder inquestionável de decisão?
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